“Dá para entender por que tantos muçulmanos estão se convertendo”

Correspondente Internacional da Portas Abertas esteve no Brasil e contou um pouco sobre a vida dos cristãos no Oriente Médio.


Matthew* é um dos correspondentes internacionais da Portas Abertas que trabalha em diversas regiões do Oriente Médio. Recentemente, ele esteve no Brasil e testemunhou sobre o que Deus tem feito do outro lado do mundo. “A conversão ao cristianismo é algo muito complicado no Oriente Médio. No Iraque e na Síria há certa liberdade, mas em regiões da Península Arábica, por exemplo, as restrições são muito mais severas”, disse ele.

Ao falar sobre os cristãos orientais, o colaborador destaca a perseverança entre eles. “Dizer ‘eis-me aqui Senhor’ por lá é bem diferente do que dizer aqui. E mesmo em meio a tantos desafios, quando olhamos para o rosto de cada um deles, há sempre um sorriso de felicidade e eles realizam as atividades cristãs mesmo sendo perseguidos”, comentou. Ao citar a igreja na Argélia, Matthew falou sobre a coragem dos cristãos argelinos: “Lá, cada novo convertido tem a oportunidade de passar por um curso da Portas Abertas e então vemos o quanto eles são corajosos. Não são super-heróis nem super-crentes, mas podemos aprender muito com eles”, enfatizou.


Milagres acontecem quase todos os dias:

“Apesar de terem suas casas destruídas, empregos perdidos e serem excluídos da sociedade, os cristãos no Oriente Médio podem presenciar milagres acontecendo quase todos os dias. Dá para entender por que tantos muçulmanos estão se convertendo”, disse. Matthew conta que certa noite, dois homens de lugares diferentes tiveram o mesmo sonho com Jesus e sobre uma jovem que teve um encontro com Cristo. “Quando ela acordou, viu um homem que brilhava muito, e ele disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. Um tempo depois, conversando com uma cristã, ela entendeu que se tratava de Jesus então se converteu”, relata.

Entre muitas histórias e testemunhos, o correspondente deixou também um alerta: “A mídia mostra apenas o lado da guerra, da violência e da destruição, mas Deus tem feito maravilhas por lá. Há esperança para eles sim! E as nossas orações são ouvidas e atendidas. O que parece impossível para nós, Deus faz. Muitas vezes, não acreditamos por que não vemos ou por que isso não acontece perto de nós ou dentro de nossa igreja. Mas Deus tem se revelado aos muçulmanos pessoalmente, em nossos dias, como fez nos tempos bíblicos. As pessoas têm sonhos e visões. Devemos ajudar nossos irmãos e orar por eles. A oração pode mudar muitas situações”, conclui.

*Nome alterado por motivos de segurança.
Fonte: Portas Abertas

Ex-muçulmano se torna evangelista após conhecer o “Jesus verdadeiro”


O Alcorão fala sobre Jesus, reconhece que ele é um homem sem pecados e que fazia milagres. Chamado de “Issa”, seu nome em árabe, ele é apresentado como um profeta menor que Maomé. Contudo, muitos muçulmanos estão mudando de vida após conhecer o “Jesus verdadeiro”, revelado nas páginas do Novo Testamento.

Lydia Munene, diretora executiva da área da Missão Bíblica na África, conta sobre o importante trabalho de evangelismo realizado em Kilifi, região costeira no Quênia hoje dominada pelos muçulmanos.

“Uma das Bíblias que distribuímos ficou nas mãos de um muçulmano, que vamos chamar de Michael por questões de segurança. Esse homem se converteu participando de uma reunião cristã em Kilifi, e após sua decisão por Cristo demonstrou grande paixão pela distribuição de Bíblias para os Muçulmanos. Seu desejo é que eles possam conhecer a Palavra de Deus, que revela o verdadeiro Jesus”, conta Munene.

Michael já fazia o trabalho de evangelismo, mas não tinha acesso às Bíblias. “Ele vinha conduzindo pequenos grupos de estudo bíblico, onde ele geralmente chama seus amigos, compartilha a Palavra de Deus, diz as passagens que eles devem ler. Quando eles entendem a mensagem, então faz o apelo para que aceitam ao Senhor”, acrescentou a diretora.

A missão soube disso e começou a repassar exemplares das Escrituras para que Michael pudesse distribuir para todos os interessados. Isso é um feito e tanto, uma vez que todos os que se convertem naquela região enfrentam grandes perigos, incluindo ficar isolados pela família ou até mesmo ser morto por seus próprios familiares.

Munene pede que todos os cristãos orem pelos novos convertidos quenianos, para que eles permaneçam firmes em sua decisão. “No Quênia, sabemos que há cristãos sendo agredidos e até mortos por causa da fé, mas mesmo assim nossa maior alegria é ver que muitos estão realmente procurando a verdade.”

Ela volta a citar o testemunho de Michael. “Ele estava procurando conhecer a verdade e conheceu cristãos, quando recebeu a Palavra de Deus, sua vida se transformou. Nesse processo, tornou-se um instrumento para transformar a vida de outros muçulmanos “.

Os cristãos no Quênia vêm enfrentando ataques terroristas islâmicos nos últimos anos, em especial os realizados pelos radicais islâmicos pertencentes ao grupo extremista al-Shabaab, sediado na vizinha Somália.

Com informações Christian Post
Fonte: GospelPrime

China prende cristãos por distribuírem literatura evangélica


Autoridades chinesas prenderam pelo menos cinco cristãos protestantes, líderes de comunidades em Liaoning, por estarem distribuindo literaturas de cunho religioso. O comunicado foi realizado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

O secretariado português da AIS apontou que os cristãos, sendo quatro mulheres e um homem, pertencem à Igreja Chaoguang e foram acusados de vender “livros de devoção cristã oficialmente proibidos”, no dia 22 de fevereiro.

De acordo com a China Aid Association, organização cristã sem fins lucrativos de defesa dos Direitos Humanos, os capturados foram condenados a penas de prisão e ao pagamento de multas “entre cerca de 10 mil a 30 mil euros”, o que corresponde entre 34 mil a 100 mil reais.

A AIS comentou que a notícia da prisão dos cristãos ocorre justamente enquanto as diplomacias do Vaticano e de Pequim estão em negociações, observando a “eventual normalização das relações diplomáticas entre os dois Estados”.

Conforme a Ecclesia, a fundação ainda informou que “não tem abrandado a perseguição aos cristãos” em determinadas regiões da China e para além da situação em Liaoning, nordeste da China, também foram expulsos “pelo menos 32 missionários sul-coreanos” de Yanji, onde realizavam trabalho humanitário há mais de uma década, perto da fronteira com a Coréia do Norte.

A AIS disse que há uma comunidade cristã “muito ativa, apesar de clandestina”, por se manter fiel a igreja, e que tem sofrido “a perseguição por parte das autoridades”.

Possuir Bíblia ou evangelizar é crime
No Nepal, cristãos representam menos de dois por cento dos 28 milhões de pessoas. A grande maioria da população é hindu. As mudanças na legislação resultaram em grande restrição da liberdade religiosa.

Oito cristãos atualmente aguardam julgamento, acusados de evangelização ilegal. Eles foram presos após terem distribuído uma história em quadrinhos que contava a vida de Jesus para crianças. O material era oferecido gratuitamente para as pessoas atendidas em sessões de aconselhamento, direcionadas aos sobreviventes do terremoto de 2015.

Tanka Subedi, pastor da Igreja Família de Deus, com sede na capital Kathmandu explica que nos últimos dois anos, a perseguição aos cristãos no país aumentou drasticamente. Ele afirma que existem pelo menos 15 casos denunciados que podem resultar em mais prisões.

Fonte: GospelPrime

Missiologia e a Teologia da Prosperidade


Introdução
Nicodemos, membro do Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus, foi procurar Jesus à noite, talvez com receio de ser visto com o Mestre, com uma argumentação interessante: “Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2)

Porém, a resposta de Jesus foi mais interessante: “A isto respondeu Jesus: em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)

Jesus está mostrando que o reino de Deus não pode ser conhecido do lado de fora pelas evidências que sustentem as argumentações humanas, mas que o reino de Deus só pode ser visto e reconhecido em suas verdadeiras virtudes por quem estiver dentro dele.
A réplica de Nicodemos a Jesus foi proporcional ao que ele via e entendia: “Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (Jo 3:4)

Diante disso, Jesus fechou a questão, dizendo: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos céus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” (Jo 3:5-7)

Portanto, o reino de Deus tem na encarnação e Obra do Cristo e na sua consequência maior, o novo nascimento, o ápice das suas manifestações, o que parece ter mudado na concepção de muitos que dizem enxergar o reino estando do lado de dentro.
Sim, porque nos dias atuais quando a presença e a influência da teologia da prosperidade atingem até mesmo os redutos mais conservadores da fé cristã: não é mais Cristo e o novo nascimento, o ser uma nova criatura em Cristo Jesus, o grande sinal do reino de Deus entre nós.
O reino de Deus está entre nós porque agora somos prósperos e abençoados; não somos mais cauda, somos cabeça; não somos mais empregados, somos patrões; determinamos pela fé o que queremos de Deus e por aí vai.

Mais do que um produto da mídia habilmente manipulado, o que estamos assistindo no nosso país é um ataque frontal aos alicerces da fé reformada, cujas consequências atingem a obra missionária não somente na questão das contribuições financeiras e na disponibilidade de vocacionados, mas principalmente na teologia que norteia a nossa missiologia.

As igrejas adeptas da teologia da prosperidade estão repletas de “abençoados e prósperos”, mas não de verdadeiros discípulos de Cristo nascidos de novo; uma grande contingente resultante de um sincretismo tão perigoso quanto ao visto em várias localidades da África, onde a prática cristã e o ocultismo convivem em igual escala de importância.

Portanto, faz-se necessário refletirmos neste texto do evangelho de João, no capítulo 3, versículos 1-21, acerca dos impactos da teologia da prosperidade na teologia que norteia a nossa missiologia, tendo como premissas:

A centralidade da Cruz
A proclamação da Missão de Cristo
A Centralidade da Cruz (1ª Premissa)
Os sinais de quem via o reino de Deus pelo lado de fora inquietaram o coração de Nicodemos, assim como os supostos milagres da teologia da prosperidade preparados e veiculados na mídia tem inquietado o coração de muitas lideranças evangélicas brasileiras.
A grande maioria ávida em repetir as receitas de sucesso das grandes igrejas neopentecostais, reconfiguraram suas liturgias para atrair mais pessoas e consequentemente maiores arrecadações, mas não se preocuparam com os pressupostos teológicos preteridos em prol da adoção da “novidade” de sucesso financeiro e ministerial.

A centralidade da cruz foi o maior deles. Foi trocada pela centralidade de uma fé pragmática e de resultados extremamente duvidosos.
Jesus disse a Nicodemos: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:13-15)
O propósito de Deus foi concentrar no Cristo levantado na cruz as esperanças de uma nova vida para todo aquele que Nele crer.

O sangue de Cristo é a oferta única e suficiente para esta nova vida e não os valores depositados num envelope ou as unções especiais, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente, acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1,2) .

O uso da fé, tão propagado pelos neopentecostais não é uma resposta à graça de Deus que, em Cristo Jesus concede a vida eterna a todo que Nele crer, mas sim uma proposta negociável fundamentada num paganismo que acredita poder manipular a divindade, a fim de obter seus benefícios, mediante o escambo espiritual. Parece-nos que a realidade das palavras do apóstolo aos Efésios foi esquecida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:1-9)

Não mais a cruz, mas a campanha fundamentada na oferta financeira é a porta que se abre no céu para toda sorte de benefício terreno. Assim, as palavras do apóstolo Paulo perderam o sentido para os adeptos da teologia da prosperidade: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:17-21)

Descentralizar a cruz é desenvolver uma missiologia de resultados justificados pela quantidade de templos inaugurados, pelas metas de arrecadação alcançadas e pelo público literalmente pagante presente nas reuniões de fé e milagres e não mais pela obediência à ordem de Jesus: ”Ide, portanto, fazei discípulos em todas as nações, batizando-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou conosco todos os dias até a consumação dos séculos.” (Mt 28:19,20).

Portanto, a centralidade da cruz deve ser refletida na nossa pregação, cujo mote maior não deve ser a popularidade, mas o compromisso inegociável com a verdade das Escrituras Sagradas, bem retratada pelo apóstolo Paulo à igreja em Corinto: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Co 1:21-24)

A pregação centrada na cruz não fechará as portas da teologia da prosperidade, mas certamente levará pessoas a uma fé cristocêntrica, conforme o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Corinto: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza e temor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” (1 Co 2:2-5)

Tais pessoas serão potenciais candidatos ao campo missionário, formadas com bases teológicas que não negociam sua ética e seu conteúdo, refletindo-as na vida daqueles que hoje ainda nada ouviram de Cristo.
Façamos da cruz a nossa mensagem para “Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos confins da terra”.

A Proclamação da Missão de Cristo (2ª Premissa)
Jesus explicou sua missão a Nicodemos nas seguintes palavras: “assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:14,15)

Em seguida, Jesus explica o fator motivador da sua missão, o amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
Este amor se manifestou de “tal maneira”, ou seja, na cruz onde Cristo foi levantado à semelhança à serpente no deserto levantada por Moisés.
O mundo estava sentenciado no “corredor da morte eterna”, mas o amor de Deus se manifestou em Cristo Jesus para dar vida eterna aos que crerem no Filho Bendito.

Está foi e é a missão de Jesus: tirar o pecador do “corredor da morte eterna”, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses: “Ele nos libertoouo do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção a remissão dos pecados.” (Cl 1:13,14).
A Igreja participa desta missão no poder do Espírito Santo, conforme o apóstolo Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1 Pe 2:9)

Considerando a missão de Jesus, a teologia da prosperidade é uma “anti-missão”, pois além de desfocar a centralidade da cruz, desfoca também a realidade das pessoas para um “mundo imaginário”, à margem da missão de Jesus.
Ela não considera que os pecadores estejam no “corredor da morte eterna”, nem tampouco advoga um mínimo de justiça pelos que sofrem.
Ela advoga em causa própria oferecendo uma solução irreal para os problemas do povo, escondendo o grande e maior vilão de todo ser humano: o pecado.

Na sua “anti-missão” a teologia da prosperidade consegue ofuscar a tenebrosa realidade do pecado, através do brilho falso do materialismo, a ponto de concentrar todas as esperanças do povo no consumismo tão em voga nos dias atuais.
Daí, a pergunta que se faz num cenário como este: Jesus morreu na cruz por que e para quê, se o nosso grande problema não é o pecado?
As palavras do apóstolo Paulo aos Romanos sequer são lidas e pregadas nos púlpitos neopentecostais: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12)

Benção e pecado convivem juntos na teologia da prosperidade, porque afinal de contas, o que importa é o carro novo na garagem, a mutação quase que automática de empregado para patrão, a certeza que as coisas a serem conquistadas dependem somente da aplicação financeira celestial, fixada em juros estratosféricos e resgate imediato.

Esta é a esperança oferecida pela teologia da prosperidade, a qual tem transformado e transtornado muitos púlpitos que outrora pregavam a mensagem da cruz.

Diferentemente, de tudo isso, o apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto que estava sendo afetada por ensinamentos que afirmavam não haver ressurreição dos mortos: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Co 15:19)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade ignora o pecado e suas consequências eternas, fortalecendo a ideia da inexistência da eternidade, pois o que importa é desfrutar hoje do que Deus prometeu e tem que cumprir, porque a fé está em ação, determinando as bênçãos desejadas.
Jesus disse a Nicodemos o propósito da sua missão: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade afirma que o grande inimigo das pessoas é satanás que não as deixa prosperar, que as faz adoecer, que destrói suas famílias, deixando-as numa condição humilhante.

Que satanás é o grande inimigo, ninguém discute. A questão é se o seu objetivo seria tão somente destruir o que é visível, até porque se for isso, fica mais fácil resolver.

Nas palavras do apóstolo Paulo à Igreja em Corinto não parece ser isso: “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Co 4:3-6)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade corrobora com o objetivo de satanás em manter as pessoas cegas quanto a “iluminação do conhecimento de Deus na face de Cristo”.

Na verdade, esta “anti-missão” estabelece um cativeiro disfarçado que leva o nome de Deus, mediante um apelo popular massivo travestido num falso evangelho, customizado pelos líderes neopentecostais a partir das suas revelações pessoais que contradizem as Escrituras Sagradas.
As advertências do apóstolo Paulo aos Gálatas são mais do que apropriadas nos dias de hoje às igrejas, outrora firmadas nas Escrituras, mas que se deixaram fascinar pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1:6-9)

Quais os resultados podem ser esperados do cativeiro da “anti-missão”? O apóstolo Paulo escrevendo aos Gálatas anteviu a frustração que aguarda muita gente: “Para a liberdade foi que Cristo vos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém de fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade/” (Gl 5:1-7)

Agora, é preciso considerar que Paulo escreveu a uma igreja, que se deixava levar pela doutrina dos judaizantes que confinava a salvação à observância da lei e não à fé em Cristo Jesus. E aqueles que nunca ouviram do evangelho e se convertem através da “anti-missão” da teologia da prosperidade?

O apóstolo Pedro escrevendo sobre os falsos mestres definiu o prejuízo que os mesmos causam aos incrédulos que estão se aproximando da fé, prejuízos esses semelhantes aos causados pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas pelo temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.” (2 Pe 2:17-19)

Os resultados da “anti-missão” da teologia da prosperidade implicam numa rota de colisão com a missão de Jesus: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (Jo 3:18,19)

Esta colisão se deve ao fato de que a “anti-missão” não tem como aplicar a luz à real condição do mundo sem Cristo, uma vez que se isto ocorrer as pessoas poderão enxergar seus pecados e a única possibilidade de serem livres deles, mediante a missão de Cristo na cruz.
Tais pessoas continuam em trevas, sem saber que poderiam ser salvas do que realmente as aprisiona: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com a sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós, outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2:8-15)

Sem saber, estão cada vez mais expostas ao julgamento que as tirará do corredor da morte para lança-las definitivamente na morte eterna.
Portanto, é preciso resgatar a missão de Jesus através da sua proclamação dentro e fora das igrejas, mediante a denúncia e rejeição da “anti-missão”, através do ensino das Escrituras Sagradas.
Para tanto, devemos cultivar ministérios alicerçados numa integridade pessoal e ministerial advindas das Escrituras Sagradas, ao invés de nos fascinarmos com as promessas de crescimento e fama, pois, já sabemos que o crescimento vem Dele.

Conclusão:
Como em outros momentos da história, a Igreja custa perceber as portas do inferno, salvo alguns do seu escalão. Foi assim com o nazismo na Alemanha e com as ditaduras militares que assolam até hoje, principalmente, os países da América Latina e a África.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo fenômeno se repete com a teologia da prosperidade que desembarcou e fincou raízes no Brasil, aproveitando-se não apenas do subdesenvolvimento social e econômico, como também do relativismo bíblico que assola os rincões ministeriais da nação.

Muitos ainda custam acreditar que é impossível alinhar uma missiologia que promova a missão de Cristo, a partir de uma teologia orientada pelos ventos da teologia da prosperidade.
Neste cenário, os que professam a fé reformada que resulta numa missiologia transformadora, devem estar conscientes que não apenas militamos contra uma mentira assumida, como também, contra uma mentira camuflada.
O nosso consolo e esperança está na soberania de Deus que, a despeito de tudo isso, “vela em cumprir a sua palavra”.
Que Deus nos abençoe e guarde.

Fonte: http://www.missaoavanco.com.br/site/?p=2462
Via: Veredas Missionária
Missão Avanço
Wellison Barbosa dos Santos

O princípio básico para o sucesso - Chamado e envio correto

INTRODUÇÃO
Creio que grande parte de nosso sucesso se assim posso dizer, no campo missionário é saber esperar o tempo de Deus, já que o missionário é aquele que é levado por Deus ao campo para simplesmente ver o que o nosso grande Deus é capaz de fazer.
Qual seria o grande modelo Bíblico de chamado e envio que poderia nos colocar com os pés no chão para evitarmos tragédias futuras?
Ex:
• Volta prematura por falta de retaguarda de oração e sustento.
• Falta de preparo adequado.
• Tratamento de caráter: submissão, obediência e fidelidade.
** 40% dos candidatos ao campo missionário voltam antes do tempo.

CHAMADO DE PAULO
1º. Deus o chamou.
“Disse-lhe porém, o Senhor: Vai! Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel. Eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome.” Atos 9:15,16
2º. O Espírito Santo comunicou a liderança da igreja.
“Na igreja de Antioquia havia alguns profetas e mestres, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Niger, Lucio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então depois de jejuarem e orarem, puseram sobre elees as mãos, e os despediram. Assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Seleucia, e dali navegaram para Chipre”. Atos 13:1,4.

• Quem chama? O Espírito Santo.
• A quem comunica? 1º. Ao comissionado “atos 9:5,16”, depois aos seus líderes “atos 13:1,4”.
• Quem envia? O Espírito Santo através dos lideres da igreja, já que o missionário é extensão da igreja no campo.
• Qual o tempo do chamado para o envio? O tempo é do Espírito Santo, que nos chama e revela aos nossos líderes.
Deus quer nos preparar:
• Deus vai usar pessoas e situações para nos provar.
• Deus vai usar nossa liderança para nos dizer alguns “nãos”.
• Deus vai testar nosso caráter. “O CARATER ANTECEDE A MISSÃO”.
• Deus vai testar nossa submissão, obediência e fidelidade a nossa liderança, ao chamado e ao Senhor.
O espírito Santo não trás confusão. Ele é sábio!

Alguns princípios do envio:
Vs. 2 “Apartai-me” – Grego:aphorisate (aphoriso) = Separar p/ um serviço, estando ainda ligado a igreja.
Vs. 3 “Puseram sobre eles as mãos” – Grego: Ephitente tas cheiras = Transferência de autoridade eclesiástica.
Vs. 3 “Onde parecia que estava tudo certo, foram jejuar e orar para despedi-los, tudo com muita responsabilidade e no vs. 4 “enviados pelo Espírito Santo” parece contraditório, já que é a igreja que está enviando, mas nos mostra uma lição, onde o Espírito Santo envia através da igreja, já que a igreja é o templo Dele.”

Conclusão:
Há muita empolgação para o campo missionário, mas temos que ser maduros o suficiente para não abortarmos o missionário gerado pelo Espírito Santo na igreja e também não podemos enviar ninguém prematuramente, há um tempo de Deus e que Ele nos ajude a entendermos isto.

PR. ELIAS DE OLIVEIRA LARANJO
Links: http://www.missaoavanco.com.br/

Via veredas missionária

Faça uma doação

Curta

Parceiros

Tecnologia do Blogger.