Congresso Diáspora: Alcançando Pessoas em Movimento


Existem mais de 232 milhões de pessoas deslocadas no mundo. Toda nação tem sido impactada com o fenômeno de movimento de populações. Essa diáspora representa tanto uma força missionária quanto uma oportunidade de alcançar os povos que chegam a nossas vizinhanças.
A Faculdade Teológica Sul Americana abordará o tema Diáspora: Alcançando Pessoas em Movimento durante congresso em outubro, com a presença de John Baxter, Catalisador Internacional da Global Diáspora Network do Movimento Lausanne, além de líderes e missionários de várias agências brasileiras (como SEPAL, MIAF, MISSÃO MAIS e outros), e profissionais com experiência internacional.
“A diáspora global é composta de grupos de pessoas vivendo fora de seu local de origem cultural, que retêm uma ligação sociocultural e um sentimento de identificação significativo com seu país de origem e que experimentam um sentimento de deslocamento ou alienação dentro de seu novo local de residência. Há mais de 40 milhões de pessoas deslocadas de suas casas devido a guerras ou desastres naturais. Quase 3 milhões são estudantes internacionais. Porém, a vasta maioria nos grupos de diáspora global são trabalhadores. A maioria desses trabalhadores é procedente de países em desenvolvimento. Portanto, são forçados pela pobreza e pelo desemprego e atraídos pela oportunidade econômica e por maiores salários encontrados em outros países. Há uma grande oportunidade evangelística envolvida na diáspora global.”, definiu Baxter em entrevista para Revista Ultimato (leia mais aqui).

Com o objetivo de capacitar igrejas e profissionais para realizarem o ministério diáspora, serão oferecidos workshops nas seguintes áreas:
• Preparo para o profissional indo além-mar
• As nações entre nós – a igreja local e seu novo vizinho
• Ministérios com universitários internacionais e suas famílias
• Refugiados
• O papel do pastor no ministério diáspora

Workshop:
As Nações Entre Nós: A Igreja Local e Seu Novo Vizinho – Enoque Faria (MIAF)
Preparo do Professional "Indo Além-Mar” – Dra.Carla Decotelli e Pr.Cláudio Mendes (profissionais em campo)
"Business as Mission” – Tim Dunn (SEPAL)
“Refugiados”- Marcos Stier Calixto (CAEBE)
“Alcançando Universitários Internacionais e suas Famílias” – Mark and Sally Sulc (professor da Universidade Estadual de Ohio)
“O Papel do Pastor no Ministério Diáspora” – John Baxter

Congresso Diáspora: Alcançando pessoas em movimento.
Data: 21- 22 de outubro/2016
Local: Campus da FTSA
Inscrições: acesse aqui.




http://www.ftsa.edu.br/ via: Veredas Missionárias

Ronaldo Lidório: Avaliando o avanço missionário mundial


Nas três últimas décadas, fomos positivamente bombardeados pela missiologia do avanço final, na qual Ralph Winter defendia uma abordagem em massa em direção aos 13 mil povos não alcançados da terra. Movimentos mundiais como o AD 2000 propuseram “uma igreja para cada povo e o evangelho para cada pessoa até o ano 2000”.
Foram listados inicialmente mais de dez mil grupos sem uma igreja com pelo menos cem membros. Logo depois, missiólogos como Patrick Johnstone conseguiram fragmentar o estudo, identificando menos de quatro mil etnias totalmente não alcançadas, enquanto que a World Mission International, em uma avaliação mais recente, estimou que apenas 2.134 grupos étnicos não tenham hoje uma igreja entre eles. As estatísticas mostram que houve um incrível avanço missionário nos últimos 30 anos.
É inquestionável o avanço da igreja cristã, que, entre 1999 e 2000, obteve um índice de 6,1% em termos de crescimento global — o maior crescimento entre as principais religiões mundiais, incluindo o Islã. Também não podemos desconsiderar o avanço das missões que se puseram a encontrar, estudar e catalogar os grupos ainda não alcançados pelo evangelho, fazendo-nos saber quem eles são, onde estão, quantos são e quais as principais barreiras a vencer para alcançá-los.
É preciso, entretanto, compreender que enquanto antigas barreiras vão sendo derrubadas, novas vão se formando. Não vivemos em um mundo estático. Precisamos de uma missiologia mais ágil do que precisávamos há dez anos. Além disso, algumas das antigas barreiras não têm dado o menor sinal de mudanças. Permita-me citar quatro novas fronteiras com as quais, creio, lidaremos nas próximas duas ou três décadas:

1. A redoma de resistência e entre os não alcançados

Os povos que foram alcançados – dentre os 13 mil inicialmente propostos por Winter e McGavran – seguiram a regra da menor resistência; e esta é uma regra normal. Ou seja, em regiões onde havia três grupos não alcançados, acontecia a penetração missionária nos dois que demonstravam menor resistência, seja geográfica, política, religiosa, linguística, cultural ou espiritual. O mais resistente ficava para um segundo momento. Em linguagem simples, “coamos” esses 13 mil povos não alcançados.
Quando analisamos o avanço missionário entre os grupos nômades, por exemplo, percebemos que 90% deu-se entre os chamados seminômades, os quais apresentavam maior tolerância à abordagem missionária. De acordo com o Dr. David Philips, da WEC International (Missão AMEM), há ainda mais de 150 grupos nômades totalmente não alcançados no mundo. Atingimos, em regra, os menos resistentes. Menor resistência funciona em geral como uma lista de oportunidades no mundo missionário.
Portanto, o que temos em nossas mãos neste início de milênio não são simplesmente outros dois mil PNAs (povos não alcançados), mas os dois mil PNAs mais resistentes em toda a história do Cristianismo. Consequentemente, precisaremos agora de maior preparo missiológico, cultural e linguístico que os missionários de 50 anos atrás. Também precisaremos de nova motivação, pioneirismo e, sobretudo, da graça de Deus. Poderíamos chamar essa primeira fronteira de redoma de resistência.

2. O desdobramento étnico entre os isolados

O desdobramento étnico é uma expectativa comum em boa parte da antropologia mundial, mesmo entre os não cristãos. Ele parte do pressuposto de que a maioria desses dois mil grupos étnicos não alcançados nunca foram mapeados antropologicamente. Existe grande possibilidade de que cada nome nesta lista corresponda a bem mais do que apenas uma etnia. Comumente encontramos uma nação étnica na qual diversas tribos, falando dialetos similares e possuindo coexistência cultural, dividem o mesmo território. Assim aconteceu com os Frafras no Noroeste Africano. Descobriu-se que não formavam apenas um povo, mas, dois grupos distintos linguística e culturalmente. O segundo se intitulava Kassena. Os Natuis, da Papua Nova Guiné, tidos como um só grupo por pelo menos um século, na verdade constituíam sete diferentes etnias, vivendo em relativa harmonia e compartilhando o mesmo território. Alcançar um povo não pressupõe alcançar todos.
Esse fenômeno ocorreu em 70% dos grupos estudados cientificamente nos últimos 50 anos, atingindo uma média de desdobramento de 4,2 (de acordo com o Departamento de Antropologia da London University). Ou seja, em 70% dos grupos isolados que sofreram uma abordagem antropológica nas últimas cinco décadas, cada um escondia, em média, outros três grupos. É possível, portanto, que os nossos dois mil PNAs se tornem cerca de cinco a oito mil grupos étnicos. Ainda há um bom caminho a andar.

3. A incapacidade de evangelização local por igrejas locais

Outra nova fronteira com a qual deveremos lidar nas próximas duas décadas é a da incapacidade de evangelização local por igrejas locais. Nem todos os países do mundo experimentam um bom crescimento da igreja evangélica como o Brasil, a Coréia e a Nova Zelândia. Segundo David Barrett, existem mais de quatro mil grupos étnicos no mundo entre os quais a igreja local não se mostra forte o suficiente para alcançar seu próprio povo. É igualmente alarmante o número de pessoas nascidas em países não cristãos: 48 milhões por ano (Global Report Magazine).
É preciso passar esses quatro mil grupos por uma nova avaliação de avanço missionário. Caso contrário, terminaremos as próximas duas décadas com um número expressivo de etnias nas quais o evangelho já foi exposto, mas permanece desconhecido pela maioria. Seriam eles alcançados?

4. A vasta diversidade linguística entre grupos minoritários

Entre as 6.528 línguas vivas no mundo, possuímos a Bíblia completa em 366, o Novo Testamento completo em 928 e grandes porções da Bíblia em outras 918 línguas. Entretanto, de acordo com a Wycliffe Bible Translators, mais de quatro mil línguas não possuem sequer uma porção da Palavra, sendo que 70% delas podem ser definidas como minoritárias. Lidamos, então, com um fato da cultura cristã: tem se tornado cada vez mais difícil arregimentar força missionária para alcançar grupos étnicos minoritários. De acordo com o Ethnologue, quatro mil das 6.528 línguas existentes são faladas por apenas 6% da população mundial.
Outro aspecto a ser lembrado é que dois bilhões de pessoas no mundo não conseguem ler ou escrever, seja por falta de alfabetização, seja por pertencerem a grupos ágrafos. Isso significa que não poderiam ler a Palavra mesmo que a tivessem em sua própria língua.
Considerando que um número cada vez menor de missionários tem tido tempo e estrutura suficientes para trabalhar simultaneamente na tradução bíblica e na alfabetização, corremos outro risco: terminarmos as próximas três décadas com porções da Palavra traduzidas para a maioria das línguas mundiais, ao mesmo tempo em que o índice de leitores nessas línguas diminui sensivelmente. Assim, teríamos mais traduções da Bíblia e menos leitores em potencial nas próximas 2.500 línguas mais necessitadas do evangelho.

Desafio

Nessa entrada de milênio, fomos mais uma vez bombardeados com um crescente número de propostas missiológicas visando apressar a conclusão do alcance do mundo que ainda desconhece o evangelho. Muitas foram novas ideias, novas propostas ou novas estratégias. David Hesselgrave nos alerta: “nem todo novo pensamento é dirigido pelo Espírito. Nem tudo o que é novo é necessariamente bom. A Bíblia é antiga, o Evangelho é antigo e a Grande Comissão é antiga”. Ele defende que, neste imenso mar de necessidades no mundo não alcançado, precisamos entender que “o evangelho dá a direção… pois a Palavra precede a nossa visão”.
O desafio que temos pela frente estatisticamente pode ser descrito como dois mil PNAs que poderão ser fragmentados em um número até três vezes maior, mais de quatro mil línguas e dialetos sem porções da Palavra, cerca de 150 grupos nômades sem presença missionária, 118 tribos não alcançadas em nosso próprio país e 72% de todos os grupos intocados pelo evangelho vivendo em países com fortes limitações políticas e religiosas. É, portanto, parte da nossa missão conhecer tais barreiras, estudá-las e transpô-las, discernindo os tempos e as épocas para a glória de Deus.



Via: Veredas Missionária

Censo 2010 - Os municípios onde a taxa de evangélicos caiu, e onde é menor do que 1%


O MAI (Ministério de Apoio com Informação) dedica-se à pesquisas e confecção de recursos para auxiliar a igreja brasileira em sua tarefa missionária.

Numa das pesquisas disponibilizadas, são listados, com base no Censo de 2010 do IBGE (por nome, dados e em mapa), todos aqueles municípios brasileiros onde houve decréscimo do número de evangélicos em relação ao Censo de 2000. Isso ocorreu principalmente por o número de evangélicos não a companhar a taxa de crescimento populacional dos municípios. Somado a isto, há ainda a listagem daqueles municípios brasileiros onde a taxa de evangélicos é de até 1% (para que você tenha uma ideia, em muitos países muçulmanos, onde a evangelização é proibida, há taxas maiores do que esta).




Via: Veredas Missionária

Evangelho sem Evangelização: Uma aberração!



Jorge Henrique Barro
Curiosamente as palavras “EVANGELIZAR, EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO” não aparecem na Bíblia. O que aparece é a palavra EVANGELHO e a ações que devem ser realizadas em torno dele.

Fiz uma pesquisa (está na íntegra em meu livro: MISSÃO PARA A CIDADE, publicado pela Editora Descoberta, Cap. 5) analisando TODAS as vezes em que a palavra EVANGELHO surge na Bíblia. E todas as vezes que a palavra EVANGELHO surge, um VERBO desponta. Isso por si só revela que o EVANGELHO é ação! E quais são esses verbos relacionados à palavra EVANGELHO? São quatro: PREGAR, ANUNCIAR, TESTEMUNHAR E PROCLAMAR.
Exemplos:
• PREGAR
“E este EVANGELHO do Reino será PREGADO em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24:14).

• ANUNCIAR
“Irmãos, quero que saibam que o EVANGELHO por mim ANUNCIADO não é de origem humana” (Gl 1:11).

• TESTEMUNHAR
“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de TESTEMUNHAR do EVANGELHO da graça de Deus” (At 20:24).

• PROCLAMAR
“...por causa da graça que Deus me deu, de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de PROCLAMAR o EVANGELHO de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo” (Rm 15:16).

Essas ações relacionadas ao evangelho – PREGAR, ANUNCIAR, TESTEMUNHAR e PROCLAMAR – revelam nossa missão perante o Evangelho de Cristo. Não podemos pensar que esses verbos estão apenas na esfera do “dizer”. Em relação ao evangelho nós SOMOS o testemunho, DIZEMOS o testemunho e FAZEMOS o testemunho (SER-DIZER-FAZER). Somos servos/as desse Evangelho. Esse Evangelho, o de Cristo, é a mensagem da Boa Nova. O próprio Cristo é a Boa Nova. O que é o Evangelho? O Evangelho é Cristo. Por isso, “não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus” (2 Co 4:3), sendo “a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:3). Nós pregamos, anunciamos, testemunhamos e proclamamos Cristo, o Evangelho que é a Boa Notícia do Pai ao mundo.
Creio que ficou claro! Será?
Se está claro nas Sagradas Escrituras não parece estar tão claro para a igreja e seus participantes hoje. Por onde passo, desde HISTÓRICOS até PENTECOSTAIS, a EVANGELIZAÇÃO é coisa rara, de uns poucos que são considerados os “chatos” da igreja, ou renegada a um ministério (normalmente chamado de “Ministério de Evangelização”, como se não fosse para todos, um departamento da igreja). Sem medo de eu ser aqui taxado de fazer uma generalização, afirmo conscientemente que são raras as igrejas que possuem um compromisso com a EVANGELIZAÇÃO, e isso desde os pastores, líderes e membros da igreja. Faz muito tempo que não encontro uma classe/curso na igreja sobre EVANGELIZAÇÃO. É fácil achar cursos da Escola Dominical/Bíblica sobre, por exemplo, “Os fundamentos da fé cristã”, “Introdução à Bíblia”, “Os heróis da fé”, “Doutrina cristã”, “Primeiros passos”, “Escatologia”, “Apologética”, etc (e todos necessários e importantes). Porém, se existe um curso que deveria ser de “FORMAÇÃO PERMANENTE” na igreja é EVANGELIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA (ou HOJE). Esse curso jamais deveria deixar de ser oferecido. Inclusive, penso que, se deve ter um pré-requisito para ser membro de uma igreja, deveria ser o compromisso com a evangelização, em palavras e obras. Hoje os pré-requisitos são as classes de Catecúmenos, os Catecismos, os Sacramentos, e coisas do tipo que indicam como a pessoa se tornará “MEMBRO” da igreja. Ela é batizada, recebida como membro oficial da igreja, mas não evangeliza (é óbvio que eu nem precisaria explicar que tais ensinamentos são importantes para os novos membros da igreja). Uma formação permanente para evangelizar as pessoas em seus seguimentos de vida, como: mercado de trabalho, jovens, adolescentes, crianças, terceira idade, pobres, ricos, profissionais liberais, universitários, analfabetos, etc. A igreja lida com gente e gente que experimenta suas necessidades específicas. Uma coisa é ser membro de igreja; outra é ser um discípulo comprometido com Cristo e Seu evangelho. Se for ambos, Deus seja louvado!
Apresento dois exemplos de pessoas que foram evangelizadas e que em seguida foram evangelizar, mesmo sem treinamento. Alguns preferem comentar tais exemplos assim: “Viu, elas nem capacitadas foram e já saíram para evangelizar”, querendo com isso advogar a não necessidade de preparo. Prefiro não ir por esse caminho. Prefiro pensar assim: “Se eles foram por obediência e fé, ainda que sem preparo e Deus os usou, imagine quando forem melhores preparados como Deus não os usará ainda mais”. E no caso de ambos, o que falou forte foi o TESTEMUNHO, pois tinham um estilo de vida muito complicado na sociedade e a restauração deles falava forte. Então ambos apresentaram Cristo a partir daquilo que Ele tinha feito em suas vidas. No caso da mulher, “venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito”. No caso do homem, “anunciou a toda a cidade o quanto Jesus tinha feito por ele”.
Confira...
A MULHER SAMARITANA:
Ao ser evangelizada por Jesus ela imediatamente foi evangelizar: “Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e DISSE AO POVO: "Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?" Então saíram da cidade e foram para onde ele estava” (Jo 4:28-30).

Resultado:
“Muitos samaritanos daquela cidade CRERAM nele POR CAUSA DO SEGUINTE TESTEMUNHO DADO PELA MULHER: "Ele me disse tudo o que tenho feito" (Jo 4:39).

UM HOMEM DOMINADO POR DEMÔNIOS
Jesus evangeliza esse homem possuído por uma legião de demônios: “Pois Jesus havia ordenado que o espírito imundo saísse daquele homem. Muitas vezes ele tinha se apoderado dele. Mesmo com os pés e as mãos acorrentados e entregue aos cuidados de guardas, quebrava as correntes, e era levado pelo demônio a lugares solitários. Jesus lhe perguntou: "Qual é o seu nome?" "Legião", respondeu ele; porque muitos demônios haviam entrado nele” (Lc 8:29-30).

Resultado:
“O homem de quem haviam saído os demônios suplicava-lhe que o deixasse ir com ele; mas JESUS O MANDOU EMBORA, dizendo: "VOLTE PARA CASA E CONTE O QUANTO DEUS LHE FEZ". Assim, O HOMEM SE FOI E ANUNCIOU A TODA A CIDADE o quanto Jesus tinha feito por ele” (Lc 8:38-39).

Moral das duas histórias: O EVANGELIZADO VAI EVANGELIZAR! Simples assim! Mas não nos dias de hoje, onde o evangelizado vai para a igreja e, de vez em quando, leva uma pessoa que não conhece Jesus para ser evangelizada. É a inversão da ordem de Jesus – “venham” em vez de “ide”.
E assim vai o “EVANGELHO SEM EVANGELIZAÇÃO” - UMA SEPARAÇÃO INSEPARÁVEL!
- EVANGELHO SEM EVANGELIZAÇÃO é clube, é instituição, é religião, é um grupo que vive para si mesmo, é festa ritualista, é lazer, é encontro dos salvos, é adoração sem missão.
- EVANGELIZAÇÃO SEM EVANGELHO é traição a Jesus, é igrejanismo em vez de Cristianismo, é prosperidade sem cruz, é convite sem compromisso.

"O semeador SAIU a semear. Enquanto lançava a semente... caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um” (Mt 13:3s). Nossa tarefa é SAIR e SEMEAR lançando a SEMENTE na espera da COLHEITA.
Igrejas que crescem sem fazer esse processo – SAIR-SEMEAR-SEMENTE-COLHEITA estão pulando a cerca do outro campo e colhendo o que não semearam. Isso é roubo! E todos nós sabemos como isso acontece e como podemos verificar se isso acontece. É claro que ninguém pode impedir que gente de outra igreja escolha a nossa para participar, mas se o crescimento é apenas por tal via, isso não passa de trânsito religioso entre prosélitos de gente que saiu de lá para chegar aqui. É apenas mudar os números e estatísticas de lugar, na ilusão de que minha igreja está crescendo.
Pense...
- Uma igreja e um povo que não evangeliza é uma aberração.
- Uma igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada.
- Uma igreja que não evangeliza não tem motivo para ter o evangelho.
- Um cristão que não evangeliza corre o risco de um dia ser evangelizado por alguém e pagar o mico por ser um agente invisível do evangelho.
- Evangelizar é um ato de amor, pois ninguém evangeliza a quem não ama.
- Evangelizar é um mendigo dizendo a outro mendigo onde encontrou o pão.
- Evangelizar, acima de tudo, é um ato de amor por aquele que nos evangelizou a paz, Jesus!

Ou a igreja evangeliza ou então ela não é igreja.
EVANGELHO SEM EVANGELIZAÇÃO: UMA ABERRAÇÃO!
EVANGELHO COM EVANGELIZAÇÃO: UMA COMBINAÇÃO PERFEITA, POIS UM FOI FEITO PARA O OUTRO.

Vamos em frente: “Cristo em nós, esperança da glória!”

Jorge Henrique Barro é Doutor em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (EUA) - Professor e Responsável pelo Departamento de Desenvolvimento Institucional (DDI) da Faculdade Teológica Sul Americana - Presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (Continental) - Avaliador do MEC para Teologia.

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