domingo, 21 de setembro de 2014

"Não há futuro para os cristãos em Bagdá"


Três carros-bomba explodiram em Al-Ghadeer, um bairro xiita ao leste de Bagdá. Os atentados ocorreram quando o secretário de Estado John Kerry visitava a cidade para oferecer apoio ao novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, na luta contra o Estado Islâmico.

Entre as vítimas estava um casal cristão que havia noivado no dia 4 de setembro. O homem, Essam Elsamak, sobreviveu. Adel Raghda, sua noiva, Maha Sallem Elsamak, mãe de Essam e seu sobrinho de 3 anos de idade, Ouday Imad, foram mortos. O atentado ocorreu à noite, em uma área comercial de Al-Ghadeer.

"Estas últimas explosões aconteceram muito perto de nós, podíamos ter morrido!", disse uma cristã de 40 anos de idade que vive em Al-Ghadeer. "Eu não sei se vamos conseguir fugir daqui ou se vamos acabar morrendo aqui. Nós não podemos mais viver nesse horror!” O nome da mulher não é revelado por motivos de segurança.

"Meu marido e eu íamos entrar no mercado naquela noite, mas ao vermos que estava muito lotado, meu marido me disse para irmos para casa", contou ela. "Apenas 10 minutos depois de voltarmos para casa, ouvimos uma grande explosão e depois outra. Minha filha de 15 anos começou a chorar; ela sempre fica muito chocada e com medo quando ouve explosões perto da nossa casa. Ela está tão assustada, assim como o meu filho de 17 anos.”

"Não há futuro para os cristãos em Bagdá", ela acrescentou. "Eu não posso permitir que os meus dois filhos vão à escola este ano, porque é muito perigoso sair de casa. Queremos ir embora daqui; diariamente ficamos sabendo de outros cristãos que estão recebendo vistos e se deslocando para outros lugares".

Mantenha a Igreja viva no Iraque
Nos últimos meses, a maioria dos cristãos fugiu do Iraque, principalmente de Mosul. Milhares deles têm sido forçados a abandonar suas casas somente com a roupa do corpo, deixando tudo para trás. Os poucos que permaneceram precisam de abrigo, alimento, água e remédios. A Igreja no Iraque precisa de socorro emergencial. Ajude-nos a manter a Igreja viva no Iraque.

Fonte: Portas Abertas - World Watch Monitor
Tradução: Ana Luíza Vastag

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