terça-feira, 24 de novembro de 2015

Situação dos cristãos em Mianmar permanece instável

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"Não devemos comemorar a vitória da Liga Nacional de Democracia, ainda é muito cedo para isso"

Neste mês foram realizadas as eleições tão esperadas pelo povo de Mianmar, depois de 25 anos de espera. A Liga Nacional para a Democracia (LND), o maior partido da oposição no país, liderado por Aung San Suu Kyi, foi o vencedor nas eleições legislativas, com a conquista de mais de 70% dos assentos, embora o caminho para a verdadeira democracia inclusiva e participativa permaneça instável.

Um dos analistas de perseguição da Portas Abertas, explica: "É encorajador o fato de que as eleições tenham acontecido pacificamente, mas existem várias advertências importantes que devemos ter em mente, e que afetam as minorias religiosas, incluindo os cristãos. Os militares ainda detêm 25% dos assentos parlamentares reservados. Isso significa que o exército ainda é o fator decisivo na direção política do país. Os confrontos com as minorias étnicas continuam, e o exército vai permanecer no Ministério do Interior, de Defesa e de Assuntos de Fronteira".

Ainda segundo o analista, centenas de milhares de votos de minorias étnicas foram excluídos do processo eleitoral, seus registros de eleitores foram negados, e no caso das minorias cristãs, há aldeias inteiras excluídas. "Quer dizer que o país continua nas mãos dos budistas radicais e quando eles agem, é sempre com muita violência".

Ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre o real resultado destas eleições, conforme a própria Suu Kyi alertou: "Não devemos comemorar a vitória da LND, ainda é muito cedo para isso, nós apenas demos mais um passo", finaliza a líder política que já recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Fonte: Portas Aberta

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